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O presente trabalho aprofunda, desde uma perspectiva antropológica etnográfica, nas formas da construção do conhecimento científico em relação às mudanças climáticas. O objetivo primordial e compreender como um grupo de cientistas (engenheiros florestais, meteorologistas, ecólogos) produzem conhecimento sobre as mudanças climáticas numa iniciativa internacional na floresta amazônica denominada AmazonFACE (Free-Air Carbon Enhancement Experiment on the Amazon). Este é um laboratório a céu aberto na floresta, e tem desenvolvido uma quantidade importante de experimentos relacionados como o monitoramento e a modelagem climática, o mais relevante é a tecnologia dos Forest Plots Carbon Storaga: a injeção de CO2 nas árvores e o monitoramento das mudanças e flutuações. Sabe-se que a floresta amazônica é uma área fértil para a pesquisa especialmente no contexto das agendas ambientais dominantes das mudanças climáticas, o antropólogo Bruno Latour (1999) quase duas décadas atrás apontava a relevância de floresta amazônica com um espaço de pesquisa, particularmente como um laboratório. O projeto AmazonFACE está cimentado teoricamente na hipótese denominada a Savanização da Amazônia (NOBRE et. al. 1991), que tem uma relação direta como o aquecimento global e os aumentos de CO2 na atmosfera. Nesse sentido, nossa pesquisa (teórico-metodológica) é influenciada por dois temas clássicos da etnografia laboratorial, que é a produção de conhecimento científico (HESS, 2001; KNORR CETINA, 1995), e os estudos de tecnologia e infraestrutura (LATOUR, 1999; LAHSEN, 2016). Nos estudos CTS contemporâneos, os analise de infraestrutura de monitoramento, particularmente na floresta amazônica (Monteiro, 2017), mostraram que a ciência climática tem participado da construção de uma governança global que vai além da própria ciência, no sentido de entender essas infraestruturas como arranjos sociais complexos onde convergem múltiplos atores, conhecimentos e tecnologias. Com tudo, a intensão é entender como tais arranjos sociais e tecnocientíficos, são materializados num projeto de monitoramento e modelagem climática particular como o AmazonFACE.

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Rodrigo Autrán (Brazil) 12238
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