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A potência da arte é da ordem de um saber não estabelecido por um acumulo do conhecimento, é um saber que só depois da experiência de visitar uma exposição causa efeitos de questionamento perante o que está imposto de forma autoritária. A arte tem o poder de desmanchar e manchar saberes já pressupostos. Partindo desta premissa sobre a potência do saber artístico para pensar a censura no século XIX. Uma censura burocrática, que mistura as leis com a moralidade, em busca da pureza dos bons costumes. A burocracia é um exercício de um fazer sem afeto que quer decidir um limite para arte. Não deveria ser a censura que dita o limite. Pensar limite como litoral, não literal. Litoral definido por Lacan como a fronteira dos saberes. O trabalho pretende investigar como a censura articulado com a burocracia jurídica e partidária, surge no Brasil atual como lei a serviço da moralidade. Como o abuso do poder jurídico decide usar da censura para assim abrir caminho do que vem a ser a eleição de partidos da extrema direita.  O Caso Queermuseu em Porto Alegre (2017) e o principal momento histórico para pensar o que tem repetido sobre o uso da censura que acaba abrindo espaço e permitindo o poder de um governo pautado no neoliberalismo misturado com os ditos bons costumes da moral e da família tradicional. A censura do século XIX não é igual à do século passado. Há diferencia entre a censura da época da ditadura militar no Brasil e a censuro a arte nos tempos atuais, o trabalho tenta articular a censura jurídica com uma forma de aplicar uma autocensura sobre o fazer dos artistas.

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Helio Neiva (Brazil) 8320
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